Lar Região Receita: norma que obriga fintech a informar movimentações será retroativa

Receita: norma que obriga fintech a informar movimentações será retroativa

por andrevasconcelos
0 comentários
receita:-norma-que-obriga-fintech-a-informar-movimentacoes-sera-retroativa

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta quarta-feira (3) que a IN (Instrução Normativa) que equipara o tratamento de fintechs aos bancos terá efeito retroativo.

O objetivo do governo é intensificar a atuação contra fraudes e mecanismos financeiros utilizados pelo crime organizado.

“Vamos pedir todas as informações retroativamente a janeiro. Se integrantes do crime organizado estavam aliviados que iriam ficar de fora, conseguimos republicar essa IN. A partir destas informações, tenho certeza que novas coisas vão ser encontradas com relação a esse tipo de problema”, afirmou o secretário em audiência na Câmara dos Deputados.

Essa norma já havia sido publicada pelo governo federal em janeiro, mas foi revogada após parlamentares e usuários de redes sociais afirmarem que, segundo a nova regra, o Executivo “taxaria o Pix”.

Essa narrativa cresceu nas redes sociais, e o governo, temendo um impacto na popularidade, revogou a medida.

“Tenho convicção dos efeitos das mentiras. Elas ajudaram, sim, o crime organizado, não tenho nenhuma dúvida disso. A intenção é outra história. Para a Receita importa além das intenções, mas sim o efeito. O efeito foi nefasto”, disse Barreirinhas.

Na última sexta-feira (29), no entanto, o governo publicou novamente a instrução normativa, com o objetivo de aumentar a fiscalização e combater ativos financeiros do crime organizado. Dessa vez, a Receita fez questão de ser “mais didática”.

A IN é breve ao estabelecer que as fintechs “sujeitam-se às mesmas normas e obrigações acessórias aplicáveis às instituições financeiras” dos sistemas tradicionais. O objetivo é combater aos “crimes contra a ordem tributária”, inclusive aqueles relacionados ao crime organizado, em especial a lavagem ou ocultação de dinheiro e fraudes.

O movimento do governo federal acontece após fintechs, segundo operação deflagrada por órgãos de segurança na última quinta-feira (28), serem utilizadas como “bancos paralelos” pelo crime organizado.

O dinheiro obtido com fraudes no setor de combustíveis era inserido no sistema financeiro por meio das instituições, contando com brechas na regulação.

Postagens relacionadas

Quem Somos

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

Jornal Impacto RJ @ 2025 – Todos direitos reservados. Desenvolvido por Hosting Prime Brasil.