Lar Região Câmara ressuscita projetos em meio a crise de popularidade

Câmara ressuscita projetos em meio a crise de popularidade

por salvadoroliveira
0 comentários
camara-ressuscita-projetos-em-meio-a-crise-de-popularidade

A Câmara dos Deputados busca recuperar a própria imagem após pautas polêmicas e tem ressuscitado propostas perante crises populares. No caso mais recente, diante do escândalo de intoxicações por metanol. Já são mais de 110 casos suspeitos no país.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu tocar um projeto que prevê classificar como crime hediondo a adição de ingredientes que possam causar risco à vida em bebidas e alimentos. Esse projeto foi apresentado em 2007, mas, até então, andava a passos lentos.

O relator será o deputado Kiko Celeguim (PT-SP), que já começou a trabalhar em cima do parecer. Em entrevista à CNN Brasil, Motta disse que a intenção é levar o texto ao plenário o quanto antes.

Em agosto, a Câmara aprovou projeto que amplia a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais. A mobilização na Casa aconteceu logo após o influenciador Felca denunciar a exploração de menores de idades na internet e o caso ganhar grandes proporções.

Neste caso, o texto era de 2022, aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seguida.

Motta também pretende votar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da segurança pública até o fim do ano. Nesta semana, a Câmara também aprovou a urgência de um pacote de oito projetos que tratam da área. A perspectiva é que alguns deles já possam ter o mérito analisado ainda neste mês.

O presidente da Câmara, tenta melhorar a imagem da Casa, se afastando de temas impopulares, como a PEC da Blindagem – que ampliava a proteção jurídica a parlamentares – e dedicando a agenda do plenário a pautas que se aproximam mais dos eleitores.

As respostas simultâneas às mortes por metanol ainda revivem uma rivalidade entre os governos de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e do presidente Lula. Ambos, na disputa pelo protagonismo pela bandeira política do combate ao crime.

Foi assim durante as investigações da execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz, na Praia Grande no mês passado e nas operações em agosto que miraram a estrutura financeira do PCC, com alvos na Faria Lima, coração financeiro da capital paulista.

Nesta crise do metanol, a Polícia Federal e o Ministério da Agricultura recolheram amostras de bebidas das fábricas fiscalizadas, em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

O inquérito federal corre em paralelo à investigação da Polícia Civil paulista, que já interditou estabelecimentos e apreendeu milhares de bebidas.

O Ministério da Justiça também colocou a estrutura federal à disposição das polícias estaduais para perícias de rastreamento do metanol. O exame detecta se a origem da amostra derivada de fontes naturais ou adulterada com produtos industriais.

Antes da crise do metanol vir à tona, dados da Associação Brasileira de Combate à Falsificação mostravam que a quantidade de fábricas clandestinas interditadas no país saltou de 12 para 80 entre 2020 e 2024. O faturamento dos grupos criminosos é estimado em R$ 62 bilhões ao ano.

Postagens relacionadas

Quem Somos

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

Jornal Impacto RJ @ 2025 – Todos direitos reservados. Desenvolvido por Hosting Prime Brasil.